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APLICAÇÃO DA BIOMETRIA NA JUSTIÇA ELEITORAL
O sistema biométrico que será usado urnas eletrônicas vai reconhecer as impressões digitais dos eleitores. Com isso, o Brasil poderá criar o maior banco de dados de imagens de impressão digital existente no mundo.
O processo de identificação deverá confirmar a identidade de cada eleitor, comparando o dado fornecido com todo o banco de dados disponível.
A Justiça Eleitoral terá o cuidado de coletar dados referentes a todos os dedos da mão do eleitor. Assim, no caso da leitura das urnas do TSE, a possibilidade de um eleitor votar em substituição a outro é praticamente nula.
A possibilidade de um eleitor autêntico ser negado pelo sistema biométrico é real, embora muito rara. Isso ocorre porque as impressões digitais de uma pessoa podem sumir temporariamente por causa de uso de produtos químicos ou descamações severas na palma da mão.
Caso ocorra essa situação, os mesários terão outros recursos para fazer valer o voto do eleitor brasileiro: a confirmação pela foto, pelos dados constantes no título eleitoral, ou outros procedimentos previstos na lei.
Para criar o novo cadastro de eleitores com base em dados biométricos, a Justiça Eleitoral vai disponibilizar um kit (Kit Bio) nas seções eleitorais dos três municípios selecionados para o projeto-piloto. O cadastramento terá início no dia 3 de março deste ano.
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