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A legislação
eleitoral, no período compreendido entre a deposição
de João Goulart (1964) e a eleição de Tancredo Neves
(1985) foi marcada por uma sucessão de atos institucionais e emendas
constitucionais, leis e decretos-leis com os quais o Regime Militar conduziu
o processo eleitoral de maneira a adequá-lo aos seus interesses,
visando ao estabelecimento da ordem preconizada pelo Movimento de 64 e à
obtenção de uma maioria favorável ao governo. Com esse
objetivo, o Regime alterou a duração de mandatos, cassou direitos
políticos, decretou eleições indiretas para presidente
da República, governadores dos estados e dos territórios e
para prefeitos dos municípios considerados de interesse da segurança
nacional e das estâncias hidrominerais, instituiu as candidaturas
natas, o voto vinculado, as sublegendas e alterou o cálculo para
o número de deputados na Câmara, com base ora na população,
ora no eleitorado, privilegiando estados politicamente incipientes, em detrimento
daqueles tradicionalmente mais expressivos, reforçando assim o poder
discricionário do governo. |
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> Lei Orgânica dos Partidos Políticos
Em
15 de julho de 1965, é aprovada a Lei Orgânica dos Partidos
Políticos (Lei nº 4.740). Logo depois, a 27 de outubro, o
AI-2 extingue os partidos políticos. Ainda no mesmo ano, o Ato
Complementar nº 4 determinou ao Congresso Nacional a criação
de organizações com atribuições de partidos
políticos, o que deu origem à ARENA e ao MDB.
>
AI-5
O
AI-5, de 13 de dezembro de1968, suspendeu as garantias da Constituição
de 67 e ampliou os poderes ditatoriais do presidente da República,
permitindo-lhe, em 1968, decretar o recesso do Congresso Nacional.
Visando ao controle sobre o eleitorado e sobre o Congresso Nacional, a
Lei Falcão (Lei nº 6.339/76) restringiu a propaganda eleitoral,
impedindo o debate político nos meios de comunicação.
Em 1977, a Emenda Constitucional nº 8 instituiu a figura do senador
biônico.
A Emenda Constitucional nº 11/78 revogou os atos institucionais e
complementares impostos pelos militares e modificou as exigências
para a organização dos partidos políticos. Em 19
de novembro de 1980, a EC nº 15 restabeleceu as eleições
diretas para governador e senador e eliminou a figura do senador biônico.
A Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, extinguiu a ARENA e o
MDB e restabeleceu o pluripartidarismo, sinalizando para o início
da abertura política.
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Foram eleitos indiretamente cinco presidentes militares. A sociedade,
principalmente nas grandes cidades, mobilizou-se por mudanças políticas
que levassem à redemocratização do País. A
primeira eleição de um presidente da República civil
durante esse regime de exceção foi ainda indireta, por meio
de um colégio eleitoral. E levou à presidência Tancredo
Neves, que faleceu antes de tomar posse, vindo a assumir o cargo seu vice,
José Sarney, em 1985.
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