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Ministro Marco Aurélio inaugura Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Em uma solenidade concorrida, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello (foto), inaugurou nessa quinta-feira (10), o Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE), na cidade do Rio de Janeiro. O governador fluminense, Sérgio Cabral, e outras 400 pessoas, entre artistas, parlamentares e autoridades do Judiciário, prestigiaram a inauguração do local que, a partir de hoje, abre as portas para a visitação pública.

O presidente do TSE disse que o novo Centro Cultural, antes escondido pela fumaça, detritos e poluição, deverá atrair a atenção pela qualidade dos trabalhos que ali serão apresentados. O local, assinalou o ministro, vai consolidar entre os brasileiros, especialmente os mais jovens, “o valor definitivo de uma conquista histórica: o Estado democrático de Direito pátrio”.

"Pobre é o povo que coloca em segundo plano a memória da Nação. Precisamos aprimorar a cultura, precisamos algum dia, e ainda não fizemos isso, voltar os olhos para a educação”, afirmou, acrescentando que essa é condição para obtermos o respeito da comunidade internacional. Marco Aurélio citou dados de uma pesquisa que mostra que mais de 50% dos brasileiros não participaram de nenhuma manifestação cultural em 2007.

Para as autoridades do Judiciário, a iniciativa de abrir o Centro aproxima ainda mais esse Poder do mundo da cultura, o que trará benefícios para o País. “Essa é uma relação possível porque é dever de todos preservar a memória nacional. O ministro Marco Aurélio foi sensível a isso no empreendimento desta obra”, assinou o ministro Caputo Bastos, do TSE, presente à cerimônia. Para o procurador-geral do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira, a iniciativa foi feliz porque a atividade judiciária está intimamente vinculada à cultura.

CCJE surpreende governador do Rio

O governador do Rio de Janeiro agradeceu ao presidente do TSE o presente importante que deu ao estado e ao País e assinalou o fato de o palacete, que será a sede do Centro Cultural, ter aberto as suas portas no momento de comemoração dos 200 anos da chegada de Dom João VI ao Brasil. Sérgio Cabral admitiu que não acreditou que o centro viesse a ser entregue no prazo de menos de 10 meses, conforme anunciado.

“Confesso que eu fui cético quando o senhor anunciou que faria (as obras do Centro) ainda em seu mandato”, afirmou, para em seguida elogiar o lado administrador do presidente do TSE, a quem apontou como “grande referência do mundo jurídico, de ética, de moral e rigor político”. Descontraído, o governador ainda brincou com o ministro: “Seu único defeito é torcer pelo Flamengo”.

Grandes personalidades da cultura brasileira marcam presença na inauguração do CCJE

A atriz Dercy Gonçalves, por sua vez, disse que sua presença na solenidade de inauguração procurava dar o testemunho da importância da iniciativa do TSE para a cultura carioca e brasileira. “A criação desse Centro é algo fundamental. O Brasil precisa de cultura, de muita cultura”, assinalou. O artista plástico Carlos Wolfgram, que abre uma das exposição do CCJE, afirmou que a cultura brasileira ganhou “um pólo importante que merece atenção pelo seu valor histórico, arquitetônico”.

Antes de descerrar a placa de inauguração juntamente com o governador, o ministro Marco Aurélio informou que a Fundação Padre Anchieta será a gestora do Centro Cultural, atendendo a pedido do TSE. O presidente também prestou homenagem à primeira mulher a exercer governança no Brasil, Iolanda Fleming, e à atriz Pepita Rodrigues, representando no ato a categoria dos artistas. Marco Aurélio agradeceu o apoio financeiro das empresas privadas que, segundo ele, serviu como uma demonstração de que o setor privado brasileiro não se preocupa somente com a mais-valia e a exploração.

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